Do g1, no Rio, com informações do Jornal nacional
Após 40 anos de exílio na Suécia, o marinheiro Antônio Geraldo da Costa chegou ao Rio nesta terça (21), recebido por amigos e familiares com faixas e cartazes. A experiência da ditadura no Brasil provocou um medo tão grande em Antônio que somente há quatro anos ele entrou com o pedido de anistia.
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Às vésperas do Golpe de 64, época da ditadura no Brasil, os marinheiros desafiaram uma ordem de prisão do Ministro da Marinha. A ação ficou conhecida como a Revolta dos Marinheiros.
Antônio e os companheiros planejaram um assalto a banco, que era como conseguiam dinheiro para financiar ações contra a ditadura. Mas o roubo não deu certo e o gerente do banco chamou a polícia. Dois colegas de Antônio foram presos e torturados, enquanto ele teve que se exilar na Suécia.
Após o início da anistia, há 30 anos, houve festa com a volta dos exilados. Eliete Ferrer, amiga de Antônio, ligou diversas vezes para o marinheiro, convencendo-o a voltar.
Na Suécia, ele foi enfermeiro e operário, tudo com nome falso. Só há cinco meses que ele acertou a situação no país escandinavo. Antônio, agora, pretende encontrar um lugar pra morar, para trazer a mulher e os dois filhos para o Brasil. Ele afirmou que quer “continuar na luta pela democracia e pela liberdade”,

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